1. PROPÓSITO

A – Promover o envolvimento da Borda na obra missionária.

B – Promover direcionamento ao Conselho Missionário de modo a evitar incoerências e inconsistências nas decisões.

C – Definir o relacionamento da igreja local tanto com o missionário como com sua agência missionária.

D – Assegurar melhor mordomia dos recursos humanos e financeiros.

E – Familiarizar os novos membros do Conselho Missionário com as questões a serem enfrentadas na direção do programa de missões.

F – Assegurar a continuidade dos objetivos propostos quando mudarem os membros do Conselho Missionário.

G – Informar aos membros da Borda, sua equipe de liderança, seus diversos ministérios, seus missionários e respectivas agências missionárias, e aos demais membros do corpo de Cristo, sob quais princípios o Conselho de Missões da Borda opera.

H – Assegurar responsabilidade na atuação missionária da Borda.

2. FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA

A – Cumprir a Grande Comissão dada por Cristo (Mt 28:19-20; Mc 16:15-16; At 1:8)

B – Levar homens e mulheres à salvação e maturidade cristã por meio do discipulado (Mt 9:36-38; 18:10-14)

C – Atender integralmente às necessidades humanas (Mt 22:37-39; 25:31-46), tendo como modelo o ministério de Jesus Cristo, cujos elementos da missão se encontram em Mateus 9:35-10:1

1 – O contexto para a missão (v35): “em todas as cidades e povoados” (Lc 4.43)

2 – O conteúdo para a missão (v35): Pregando (querigma), ensinando (didaquê) e curando (therapeuo)

3 – A compaixão para a missão (v36): “Pessoas aflitas, exaustas, e desorientadas”.

4 – O compromisso para missão (v37): Responder a um chamado para a oração e intercessão.

5 – O comissionamento para missão (9.38-10.1): Para os vocacionados para missões.

3. NOSSA MISSÃO

Revelar até os confins da terra a obra salvadora de Jesus Cristo de resgatar todo homem e o homem todo do pecado, em todas as suas dimensões, para a imagem e semelhança de Deus.

4. NOSSA VISÃO

Conduzir os membros da Borda ao envolvimento efetivo no cumprimento da grande comissão no contexto transcultural, com a perspectiva integral observada no ministério de Jesus Cristo (Mt 9:35; Mt 28:19; At 1:8), com ênfase nos que ainda não ouviram (Rm 15), despertando e ensinando a toda a igreja; identificando, apoiando e conduzindo o preparo dos vocacionados para missões; dando suporte e cuidando dos missionários transculturais.

* Entendemos como transcultural o ministério desenvolvido além das fronteiras com qualquer grupo que apresente um modo distinto de ser, viver e entender o mundo.

(Adotamos como base a definição de cultura do relatório de willowbank – Lausanne 1978).

5. NOSSOS VALORES

A – Crendo que a nossa batalha é espiritual, queremos desenvolver na igreja um espírito de oração com pessoas e grupos intercedendo pela obra evangelizadora da Igreja de Cristo.

B – Desejamos enviar pessoas idôneas e preparadas, que tenham alcançado aprovação e reconhecimento de vida e de ministério na igreja local.

C – Cremos que nossos missionários devem ter sustento digno, por isso desejamos desenvolver na igreja um espírito de sacrifício e um estilo de vida simples, a fim de que haja generosidade no contribuir, pois devemos estar atentos às necessidades do missionário, seja no âmbito financeiro, espiritual e emocional

6. NOSSAS ESTRATÉGIAS

6.1 – RECONHECIMENTO E ENVIO DE MISSIONÁRIOS

A – Para considerarmos o investimento missionário, os candidatos devem preencher os seguintes requisitos:

1 – Vida cristã aprovada com base nos critérios de 1 Tm 3 e Tt 1.

2 – Ministério aprovado no contexto e no serviço da igreja local.

3 – Vocação e projeto missionário examinados, reconhecidos e aprovados pelo Conselho Missionário e pela liderança da Borda.

B – Estaremos abertos a considerar o investimento em pessoas de outras igrejas parceiras quando:

1 – Houver relacionamento da Borda com a igreja de origem.

2 – As condições de aprovação do item anterior estiverem preenchidas na igreja local do missionário.

3 – Houver uma proposta concreta da igreja de origem do missionário visando ao convênio.

C – A decisão para efetivamente apoiarmos um missionário será tomada pelo Conselho Missionário e, em seguida, submetida à liderança da Borda.

D – Quando da adoção de um missionário, as responsabilidades básicas assumidas pela igreja e pelo missionário deverão ser explicadas em um “contrato missionário”, assinado por ambos os lados, ficando uma das cópias arquivadas na igreja. Deverão ser incluídos nesse contrato, prazos de avaliação, por parte da igreja, da vida e do ministério do missionário. (C1)

E – O Conselho Missionário deverá avaliar a Agência Missionária com a qual o missionário irá se vincular, observando igualmente a sua declaração de fé, identificando e conhecendo seus dirigentes, e obtendo informações quanto à conduta na administração da entidade, o ministério desenvolvido e o cuidado com os missionários e família.

F- Quando houver uma igreja evangélica no local de residência, o missionário deverá integrar-se, fazendo amizades e compartilhando a Palavra de Deus. É preciso, no entanto, tomar o devido cuidado para que o envolvimento não venha a interferir no desenvolvimento do ministério primário.

G – Ao enviarmos uma família para o campo missionário, devemos, preferencialmente, colocá-la onde houver uma equipe ou, no mínimo, uma família.

6.2 – O INVESTIMENTO MISSIONÁRIO

A – Cremos que nossos missionários devem ter um padrão de sustento que permita a ele e à sua família o suprimento integral de suas necessidades.

B – O compromisso financeiro feito com os missionários será centralizado pelo caixa da Borda.

C – O sustento dos missionários será composto de ofertas provenientes da igreja-mãe em parceria com outras igrejas conveniadas. O propósito é promover a integração no Reino de Deus para o esforço missionário.

D – No caso de projetos associados, os Missionários Membros deverão comunicar a Borda quando a igreja associada faltar com o compromisso financeiro.

E – Caso surjam outros mantenedores regulares, o missionário deverá informar o Conselho Missionário da Borda.

F – O Conselho Missionário terá disponível uma verba mensal correspondente a 1% da arrecadação da igreja, para as despesas relativas ao desenvolvimento do programa de missões. (Materiais e equipamentos, treinamento, visitas aos missionários, literatura de apoio missionário etc.)

6.3 – O GERENCIAMENTO DE MISSÕES

Todos os assuntos relativos a missões serão gerenciados pelo Conselho Missionário e pela Equipe de Ação Missionária.

6.3.1 – O CONSELHO MISSIONÁRIO

A. CABE AO CONSELHO MISSIONÁRIO:

1. Desenvolver, coordenar e administrar todo o programa de missões da Borda.

2. Planejar, promover e coordenar todas as atividades missionárias transculturais da Borda.

3. Estabelecer alvos missionários transculturais.

* Os alvos devem expressar claramente aquilo que se quer executar, quando e por quem, incluindo todos os detalhes para que sejam viabilizados. Para que os alvos sejam verdadeiros, eles devem ser significativos, realizáveis, mensuráveis e administráveis.

* O Conselho de Missões estabelecerá alvos, tanto a curto como a longo prazo, que sejam mensuráveis e possam envolver passos de fé. Eles devem ser revistos anualmente quanto à realização e praticidade.

4. Ditar e promover mudanças na política missionária transcultural.

5. Identificar, examinar, orientar e aprovar vocacionados para missões.

6. Administrar os assuntos relativos aos missionários que estão no campo.

7. Decidir sobre o envio de missionários, tanto os de curto como os de longo prazo.

8. Estimular o envolvimento da igreja em missões transculturais, contribuindo, orando e/ou apoiando de qualquer outra forma.

9. Promover o despertamento e recrutamento missionário.

10. Estar sensível às necessidades emocionais e financeiras dos missionários e auxiliar na busca de soluções que garantam o equilíbrio e a continuidade do trabalho no campo.

B. A FORMAÇÃO DO CONSELHO MISSIONÁRIO

1. O Conselho Missionário da Borda será composto de pessoas dentre os seus membros, escolhidas pelo próprio Conselho Missionário e aprovados pela liderança da Borda.

2. O candidato a membro terá um tutor nomeado pelo Conselho Missionário que o ajudará com a orientação e integração no ministério. Ele ficará em estágio no CM pelo período mínimo de três meses. Durante este período é necessário a leitura desta Política e de outras matérias, a critério do tutor. No final do estágio, o candidato declarará, em reunião ordinária, seu desejo de permanecer e assumir os compromissos inerentes, e afirmará seu compromisso de continuar ativo neste ministério pelo período mínimo de um ano.

3. As características esperadas dos membros do Conselho Missionário são:

a) Maturidade espiritual.

b) Manifestar profundo interesse por missões.

c) Participação ativa na igreja.

d) Disposição para investir tempo com o programa de missões.

e) Confiança e responsabilidade no cumprimento das tarefas designadas pelo CM.

f) Compromisso com esta política missionária.

4. Cada integrante do Conselho Missionário deverá ter pelo menos uma função definida para que alguns não fiquem sobrecarregados e para que todas as atribuições do CM sejam supridas.

a) Presidente

b) Secretário

c) Tesoureiro

d) Gestor de treinamento

e) Pastor dos missionários

5. A cada dois anos, todos os membros do Conselho Missionário colocarão seus cargos à disposição e serão avaliados pelo próprio CM, podendo sê-lo também pela Liderança da Borda caso esta julgue necessário, para continuidade ou não neste ministério.

6.3.2 – A EQUIPE DE AÇÃO MISSIONÁRIA

A – É composta por todos os membros da Borda interessados no programa missionário transcultural da igreja e comprometidos com sua execução, incluindo os vocacionados para missões.

B – Os membros da equipe de ação missionária darão suporte às ações do Conselho Missionário

C – Cada integrante da Equipe de Ação Missionária deverá ter pelo menos uma função definida para que alguns não fiquem sobrecarregados e para que todas as atribuições da EAM sejam supridas.

6.4 – A AVALIAÇÃO DO TRABALHO MISSIONÁRIO

A – O Conselho Missionário é responsável pela avaliação dos missionários apoiados pela Borda. Essa avaliação está baseada em:

1. Entrevista do Conselho Missionário com os missionários avaliados.

2. Relatórios enviados pelo missionário durante todo o período no campo, com periodicidade bimestral.

3. Avaliação do desenvolvimento do ministério feita pelo missionário na volta à igreja, durante o período de divulgação, segundo o projeto inicial apresentado na ocasião do envio.

4. Relatório semestral da agência junto à qual o missionário atua.

5. Relatório da igreja associada, quando for o caso, no período de divulgação.

Obs.: Para auxiliar nas avaliações, deverão ser preenchidos questionários que serão elaborados pelo Conselho Missionário.

6.5 – DIFERENTES CATEGORIAS DE MISSIONÁRIOS

Quanto à filiação:

A. Missionário Membro: é aquele que tem a Borda como igreja-mãe, isto é, a Borda tem a responsabilidade principal sobre o seu ministério, podendo associar-se com outras igrejas para enviá-lo.

B. Missionário Não-Membro: é aquele que tem outra igreja como responsável principal por seu envio (igreja-mãe), e esta associada à Borda.

Quanto à função:

C. Missionário em treinamento: é aquele que está em fase de treinamento especifico (especializado) visando um ministério transcultural, obedecendo às etapas estabelecidas no programa de treinamento missionário transcultural da Borda, tendo em vista um projeto missionário com o qual a Borda poderá ou não se envolver. Cabe ao Conselho Missionário o direcionamento deste treinamento.

D. Missionário de apoio ou retaguarda: é aquele cujo ministério viabiliza de forma direta a implantação ou continuidade da obra missionária transcultural, exercendo atividades tais como pesquisa, recrutamento, capacitação, colocação de obreiros no campo etc, ou em funções administrativas junto às agências missionárias transculturais que exigem dedicação integral. Os critérios para decisão neste caso são os mesmos das outras categorias, acrescidos de uma avaliação da necessidade e relevância atual da atividade desenvolvida.

E. Missionário de campo ou “linha de frente”: é aquele que atua diretamente junto ao povo alvo.

6.6 – ENVOLVIMENTO COM A COMUNIDADE

A. O envolvimento dos missionários com a Borda é de fundamental importância para despertar o interesse por missões. Dessa forma, no período de divulgação, os missionários deverão reservar parte do tempo para convivência e comunhão com os membros da Borda, mesmo quando o missionário viver no contexto em que os períodos de divulgação são menores. Tal programação será avaliada pelo Conselho Missionário.

B. De igual forma, deverá ser reservado tempo para convivência e comunhão com os membros das igrejas associadas.

C. Considerando que o período de divulgação também deve permitir tempo de descanso e refrigério, o Conselho Missionário deverá agir com discernimento para não sobrecarregar os missionários com atividades, de tal forma que as mesmas venham a se tornar penosas. O missionário também deverá ser orientado quando, por conta própria, agendar compromissos em excesso e que venham a prejudicar seu descanso e refrigério, interferindo no bem estar de sua família.

D. Propõe-se que haja envolvimento direto das koinonias com um missionário específico, de forma que se desenvolvam laços mais estreitos entre ele e o grupo. O Conselho Missionário será responsável por estimular e orientar este processo.

6.7 – PROJETOS DE CURTO PRAZO

A – Destinam-se aos vocacionados para missões que estão efetivamente envolvidos no programa de treinamento missionário da Borda.

B – Para que os projetos sejam considerados, deverão ser formulados por escrito ao Conselho Missionário, no mínimo, sessenta (60) dias antes do final do prazo para a inscrição.

C – Os critérios para os candidatos serão os mesmos utilizados para aprovação de um missionário de longo prazo, ou seja, vida e ministério aprovados na Borda, tendo o bom senso de adaptar aqueles padrões a jovens, considerando sua etapa na caminhada cristã e no treinamento. Os critérios de aprovação um exigirão:

1. Vida cristã aprovada conforme os critérios de 1 Tim 3 e Tit 1.

2. Para estágios no exterior, o candidato deverá ter uma experiência aprovada de envolvimento em um ministério local e comunicar-se razoavelmente por meio da língua do país.

3. Será avaliada a vida quanto á obediência, namoro, serviço na igreja e respeito à autoridade.

4. O candidato assumirá compromisso de não namorar durante o desenvolvimento do projeto.

5. Participar efetivamente da equipe de ação missionária

D. A origem dos recursos.

1. Inicialmente, podem vir da própria pessoa ou da família.

2. Recursos levantados pelo próprio candidato entre amigos e irmãos de outras igrejas que desejem investir nele para esse fim. Quando essa campanha ocorrer, o Conselho Missionário deverá ser previamente informado. Muito embora não aconselhemos a elaboração de listas e adesões com pedidos para suprimento de necessidades diretamente aos membros da Borda, é possível que, ouvindo a voz de Deus, alguém queira contribuir para determinado projeto. Nesses casos, deverão ser orientados a fazerem suas ofertas através do caixa único da igreja, indicando o projeto ou missionário a quem se destinam as ofertas.

3. Independente da origem do recurso, a Borda assume a responsabilidade moral e espiritual pelo estágio diante do candidato e da agência.

6.8 ESTÁGIOS MISSIONÁRIOS

A. Cabe ao Conselho Missionário promover, ou, dependendo de avaliação prévia, aprovar o envolvimento em estágios missionários, especialmente para jovens e adolescentes, a fim de desenvolver a visão missionária.

B. Esses estágios poderão ocorrer em períodos de férias ou outros, e terão duração máxima de três (3) meses.

C. Ter uma pessoa responsável pelo grupo, aprovada pelo Conselho Missionário, participando do projeto.

D. Ter um projeto apresentado com um mínimo de (sessenta) 60 dias de antecedência, aprovado pelo Conselho Missionário

E. O participante assumirá o compromisso de não namorar durante o desenvolvimento do estágio.

F. A origem dos recursos.

1. Inicialmente poderá vir da própria pessoa ou da família.

2. Recursos levantados pela própria pessoa entre amigos e irmãos de outras igrejas que desejem investir nela para esse fim. Quando essa campanha ocorrer, o Conselho Missionário deverá ser previamente informado. Muito embora não aconselhemos a elaboração de listas e adesões com pedidos para suprimento de necessidades diretamente aos membros da Borda, é possível que, ouvindo a voz de Deus, alguém queira contribuir para determinado projeto. Nesses casos, deverão ser orientados a fazerem suas ofertas através do caixa único da igreja, indicando o projeto ou missionário a que se destinam as ofertas.

3. Após avaliação do projeto e das necessidades, a Borda poderá assumir despesas referentes ao desenvolvimento do mesmo.

4. Independente da origem do recurso, a Borda assume a responsabilidade pelo projeto.

7 – FLEXIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO E ALTERAÇÕES NA POLÍTICA MISSIONÁRIA

A – Pretendemos que esta Política seja seguida à risca, no entanto, se for necessário, é possível abrir exceções, desde que sejam aprovadas pelo Conselho Missionário e registradas em atas como exceções, que só devem ser permitidas após cuidadosas considerações

B – Esta política poderá ser revisada, quando necessário, pelo Conselho Missionário com aprovação da liderança da Borda.