GOVERNO E FUNCIONAMENTO DA BORDA

I.                O governo da Igreja

O Senhor Jesus Cristo é o Supremo Pastor, a pedra angular, eleita e preciosa, para quem Deus outorgou toda autoridade e poder, colocando todas as coisas debaixo de seus pés, constituindo-o Cabeça da Igreja, a qual é o seu corpo. (Ef 1.15-23, 3.1-12; 1Pe 2.4-10; 1Co 12).

A igreja é dirigida por Jesus Cristo, conduzida e pastoreada por uma equipe de presbíteros, composta de homens separados pelo Espírito Santo (At 20.28) e qualificados conforme (1Tm 3 e Tito 1), reconhecidos e homologados pela assembleia. Os presbíteros, no exercício do ministério, são auxiliados por coordenadores ministeriais, qualificados conforme At 6 e 1Tm 3, também reconhecidos e homologados pela assembleia. Toda a igreja, vivendo de maneira interdependente e interligada pela justa cooperação de cada um de seus membros, de acordo com seus dons espirituais e ministérios, estabelece o funcionamento harmonioso de todo o Corpo (1Co 12). Os presbíteros servem   como modelos para o rebanho (1Pe 5.1-4) e devem contar com o reconhecimento da Igreja para o exercício de tal função (At 14.23).

A palavra “presbítero” significa ancião, ou seja, homens de maior experiência com Deus, identificados pela maturidade e credibilidade.

A Igreja, como pessoa jurídica, responde perante as autoridades do país por meio de uma diretoria, escolhida pela equipe de presbíteros, de acordo com os seus dons espirituais, desejo e estilo pessoal; sempre contando com o reconhecimento da comunidade no que diz respeito às qualificações de vida pessoal conforme 1 Timóteo 3 e Tito 1 e ao bom desempenho ministerial. Essa diretoria é constituída de um presidente, um vice-presidente, um secretário e um segundo secretário, um tesoureiro e um segundo tesoureiro.

II. Os ministérios da Igreja.

A equipe ministerial é composta pelo Presbitério, pelos coordenadores de ministérios.

Cabe ao ministro dotado com o dom da presidência (Rm 12.8) coordenar a equipe ministerial, trazê-los ao objetivo comum e conduzi-los ao desempenho integrado e harmonioso do ministério (Ef 4.1-6).

Todo e qualquer ministério pode ter origem em qualquer membro da Igreja, pois cremos na ação pessoal do Espírito Santo, desafiando individualmente cada membro do Corpo para um serviço específico no ministério da Igreja. Na medida em que cada ministério se desenvolve, sob a orientação, supervisão e estímulo do presbitério, este é reconhecido e consagrado pela Igreja. (At 2.42-47, 13.1-4; Ef 4.1-6).

III.            O Presbitério da Igreja.

Jesus Cristo, quando do seu ministério terreno, escolheu pessoalmente cada um dos doze a quem chamou de discípulos, também identificados no livro de Atos como apóstolos (At 1.2). Dessa forma, foi constituído, o primeiro grupo de líderes, que se tornou o fundamento e o alicerce da Igreja, juntamente com Cristo, a pedra angular (Ef 2.20).

Com o estabelecimento e a expansão da Igreja, tornou-se necessário estabelecer líderes que pastoreassem as novas Igrejas implantadas. A esse respeito, observamos os seguintes ensinamentos no Novo Testamento:

A.              Escolha de presbíteros.

Os apóstolos e presbíteros já existentes indicaram os novos presbíteros e a comunidade os reconheceu por meio de consulta. (At 14.23). Paulo ordena a Tito que “constitua” presbíteros em cada uma das Igrejas fundadas em Creta (Tt 1.5). O verbo “constituir” significa indicar alguém para um lugar de autoridade. Tal indicação é feita, levando em conta o fato de que estes homens já estão qualificados quanto ao seu caráter, conduta e dedicação ministerial; o que terá como desdobramento natural o reconhecimento da Igreja.

Em Atos 14.23, Paulo revisitou as Igrejas em Listra, Icônio, e Antioquia para fortalecer os irmãos e “promover” em cada Igreja a eleição de presbíteros. A expressão “promover a eleição” significa literalmente “levantar   as mãos”, indicando o reconhecimento da comunidade e a aprovação daqueles que já vinham manifestando boa conduta, dedicação ao serviço e compromisso para o desempenho do ministério.

Sempre que a Igreja realizar o processo de escolha e constituição de presbíteros, serão observados os seguintes critérios na vida dos aspirantes:

 1.              O desejo de servir  (1Tm 3.1)

Se alguém aspira o episcopado…. Tal disposição deverá ter sido evidenciada através do tempo, caracterizada pela espontaneidade, boa vontade e pelo exemplo pessoal. (1 Pe 5.1-3).

2.              A separação e confirmação realizada pelo Espírito Santo.

Esta atuação é ministério exclusivo do Espírito Santo, é o credenciamento dado por Deus e reconhecido na comunidade. (At 20.28).

3.              A confirmação da igreja

A confirmação da igreja ocorre na medida em que recebem o reconhecimento da comunidade, ao serem observados quanto à conduta pessoal, ao manejo da Palavra de Deus e à dedicação ao serviço na igreja local.

Por ocasião da indicação de novos presbíteros, a igreja será convocada pelo presbitério para orientação e integração no referido processo.

Após a conclusão do processo, os obreiros serão oficialmente constituídos presbíteros com imposição de mãos.

B.              As qualificações dos presbíteros.

Nas passagens em que são mencionadas as qualificações dos líderes espirituais, observa-se que o credenciamento bíblico dá-se pelo conhecimento da Palavra de Deus, pelo exemplo de vida pessoal e pela dedicação ao serviço do Senhor. (1Tm 3.1-7, Tt 1.5-9). A relação das qualificações a serem observadas na vida dos presbíteros está claramente definida nos textos acima citados e relacionadas abaixo:

1. IRREPREENSÍVEL

Não se encontra em situação de reprovação segundo os padrões bíblicos.

2. MARIDO DE UMA SÓ ESPOSA

Relacionamento matrimonial fiel. A questão do divórcio será analisada caso a caso pelos presbíteros.

3. SÓBRIO

Equilibrado e auto-controlado.

4. PRUDENTE

Ponderado, que age com discernimento.

5. MODESTO

Simples, sem ostentação e sem soberba pessoal.

6. HOSPITALEIRO

Acolhedor e receptivo, inclusive em sua casa.

7. APTO PARA ENSINAR

Capacitado e habilitado para instruir pela Palavra de Deus.

8. NÃO DADO AO VINHO, MAS MODERADO

Não ser dependente de bebidas alcoólicas, com moderação no consumo.

9. NÃO VIOLENTO, MAS PACIFICADOR

Não ferir pessoas com palavras ou ações, conciliando no trato relacional.

10. NÃO COBIÇOSO DE TORPE GANÂNCIA, MAS GENEROSO

Não ser ansioso por lucro financeiro e riquezas, não apegado a dinheiro e a bens materiais.

11. LIDERANÇA NO LAR

Exerce liderança amorosa e saudável, tendo filhos submissos e de bom testemunho.

12. EXPERIENTE NA FÉ

Que seja maduro e experiente na fé cristã, tendo bom testemunho dentro e fora da Igreja.

13. DISPONIBILIDADE

Ter disponibilidade de tempo, integral ou parcial, para atender e cuidar da Igreja de Deus.

C.              As funções dos presbíteros.

Os presbíteros de uma igreja são identificados na Bíblia por serem os que mais se dedicam ao serviço do Senhor e não pela ostentação de poder, fama, primazia, ou qualquer outra forma pela qual se busque a proeminência pessoal no rebanho. (1Pe 5.1-3).

Como bispos, os presbíteros são os supervisores do rebanho. São os homens que receberam do Senhor a tarefa de manter diante dos olhos o ensino, a missão e os alvos da Igreja. (1Tm 3.2; Tt 1.9; At 11.29-30, 15.2, 16.4).

Como guias do rebanho, são chamados a dedicar-se ao estudo da Palavra e à oração. São responsáveis por ensinar, pregar, admoestar, presidir, guiar, velar pelas almas e serem modelos para aqueles que lhes foram confiados. (Hb 13.17; 1Ts 5.12; 1Pe 5.3; At 20.28).

São aqueles homens que vão à frente, conduzindo e cuidando do rebanho.

D.               O tempo de mandato dos presbíteros.

Conforme o Novo Testamento, os presbíteros estão habilitados para   exercerem   as   suas   funções   enquanto estiverem autorizados pela Igreja. Esta autorização é mantida enquanto o presbítero apresentar, na sua vida, o desejo de desempenhar tal ministério, as qualificações bíblicas, e a disponibilidade para dedicar-se ao serviço do Senhor. (1Tm 4.14, 5.20).

E.                Os deveres da Igreja para com os presbíteros.

Os presbíteros foram constituídos pelo Espírito Santo para pastorear a Igreja de Deus, (At 20.28), indo à frente, servindo como modelo do rebanho, (1Pe 5.3).

Consequentemente, o Novo Testamento recomenda que o rebanho cultive as seguintes atitudes no relacionamento com os presbíteros:

  1. Acatá-los com apreço. (1Ts 5.12; At 20:28; 1Pe 5.5; Hb 13.17).
  2. Honrá-los. (1Ts 5.13; 1Tm 5.17; Hb.13.24).
  3. Segui-los. (Hb 13.17; 1Pe.5.5).
  4. Imitá-los. (Hb 13.7;1Pe 5.3; Fp 3.17).
  5. Julgá-los. (1Tm 5.19-20; At.17.11).
  6. Discipliná-los. (1Tm 5.20-22; Tg 3.1).

Atualmente temos cinco presbíteros:

Átila da Silva
Eduardo Augusto Chaves
Heraldo Marcio de Aguiar
Luiz Antonio da Silva
Renato Cobra de Castro